Hoje, tem receita com farinha de mandioca

 

A Farinha de Mandioca, revela uma identidade cultural de duas grandes regiões do Brasil: Norte e Nordeste, contudo, ainda não vou escrever sobre esse tema, nessa postagem. Mas, como uma “boa” nordestina, que não abre mão de ter farinha de mandioca em casa, vou ensinar três receitas bem simples e saborosa. Como assim, Gelle? (rsrsrs). Vou explicar: apesar desse componente ser consumido da Bahia ao Maranhão, cada estado tem sua maneira peculiar de preparar as diferentes receitas com a Farinha de Mandioca. Eu vou ensinar a fazer farofa D’água ( uma vez, fiz um almoço na minha casa e servi essa farofa, até hoje, quando me encontro com uma das convidadas de 70 anos de idade, ela elogia o prato e diz que nunca tinha comido nada de tão saboroso feito com farinha); farofa com toucinho  e por último, pirão com azeite de dendê.

Vale salientar, que a farinha de mandioca é utilizada de várias maneiras, principalmente, como  acompanhamento de outros pratos a exemplo do pirão, que pode acompanhar ensopados de carne ou frango,  além de ser ótimo, com moquecas de peixa.

Farofa comum:  para essa receita, eu utilizei toucinho cortado em cubos bem pequenos, cebola e alho. Primeiro, é só fritar o toucinho até ele derreter a gordura, em seguida,  acrescente cebola e alho até dourarem um pouco. Desligue o fogo, espere uns alguns minutos e é só misturar a farinha. Hahahaha! Cuidado na hora de colocar sal, porque o toucinho já é bastante salgado.

 

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Farofa D’água: frite bacon com pedaços de charque cortados em cubos ( escalde bastante a charque, porque o bacon já é salgado). Acrescente cebola, alho, tomate, coentro, pimentão, pimenta de cheiro, ou dedo de moça. junte  água filtrada, deixe esquentar por alguns minutos, desligue o fogo e despeje farinha até escaldar.

 

Pirão de azeite de Dende: esquente o azeite de dendê e acrescente todos os temperos utilizados para preparar a  farofa D’água. Junte caldo de peixe, ou a água do preparo do caranguejo cozido.  É importante, que o caranguejo esteja bem limpo. Por último, vá acrescentando a  farinha de mandioca aos poucos e mexendo sem parar  até a farinha se soltar do fundo da pela. Um segredo para não correr o risco da farinha empelotar, é dissolvê-la em um pouco de água  fria e ir misturando com o preparo que já se encontra no fogo. Como eu gosto do pirão mais grosso, eu coloco uma quantidade maior de farinha.

 

 

E aí? Deu água na boca? Para essas receitas, eu utilizei farinha de mandioca do Pará, bem quebradinha. Esses pratos, devem ser servidos na mesma hora que terminar o preparo. Abaixo, selecionei três vídeos  durante o preparo das receitas.

 

Farofa comum:

 

Pirão de azeite de dendê:

 

Farofa D’água:

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Tem que ter Azeite de Dendê

Sendo baiana, não posso deixar de falar das iguarias que compõem a tradicional gastronomia do meu estado, diferenciada por sabores mais picantes e a base de azeite de Dendê. Como por exemplo: Caruru e o vatapá. Vale salientar, que esses pratos não fazem parte do dia a dia da mesa dos baianos, mas estão presentes, principalmente, em comemorações a datas religiosas.
Contudo, há uma iguaria que não só faz parte do dia a dia como aguça o paladar de quem tem curiosidade em conhecer o sabor da comida típica local. O Acarajé! que na minha opinião, é imponente a qualquer prato típico de matriz africana, tem sua base a massa feita de feijão fradim e nas guarnições do recheio: vatapá, caruru, camarão e salada de tomate. Opções, que reúnem em um único prato, toda originalidade e tradição de uma cultura gastronômica afro-brasileira, arraigada na Bahia.
E o que falar da Moqueca baiana!!! Feita com peixe, pimentão, leite de coco e azeite de dendê, esse é sem dúvida o coadjuvante no que diz respeito a sabor original e, para compreender essa versatilidade de sabores eis as especiarias que não podem faltar na comida típica da Bahia: a pimenta de cheiro verde, hortelã grosso, gengibre, coentro, cominho e a pimenta do reino.

Hummm vamos comer!!!!!

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